Roubo de conteúdo: Confrontar o ladrão
No meu artigo anterior sobre roubo de conteúdo escrevi sobre a importância de reunir provas e embora, regra geral, a maioria das pessoas aceitem as alterações pedidas pode sempre aparecer alguém que se recusa.
Em Portugal começam a aparecer empresas de gestão de conteúdos digitais que são uma grande ajuda neste caso. Mas desconheço como estas empresas funcionam.
Existem alguns mitos em volta deste assunto e que algumas empresas podem aproveitar-se da falta de informação de cada um para lucrar. Alguns aspectos que devem ter em consideração quando estão a lidar com ladrões de conteúdo e violação de direitos de autor são:
- Não é necessário um advogado a não ser que o caso vá para tribunal
- Todo o caso pode ser resolvido por acções simples como enviar um e-mail
- Tomar a iniciativa de ir atrás e confrontar o ladrão de conteúdo ou violador de direitos de autor não requer demasiado tempo nem é dispendioso.
- A protecção das leis de direito de autor não devem ser deixadas apenas para as “empresas com dinheiro”
- Proteger e defender direitos de autor não é complicado
Apenas porque a internet se encontra repleta de informação não significa que toda ela seja livre e usar. Informação, imagens, gráficos, designs e fotografias estão todos protegidos sobre leis de direitos de autor que são conhecidas como propriedade intelectual. Embora cerca de 95% da informação na internet seja livre de ler, visualizar e até escrever ou opinar sobre ela não significa que a possam roubar, fazer dinheiro com ela ou mesmo plagia-la.
O perfil de ladrão de conteúdo é, normalmente, uma pessoa que nunca foi confrontada por o fazer, é como uma criança que não aprende enquanto não for repreendida pela sua acção, não possuí muito dinheiro e a inteligência não será a sua melhor arma.
Desta forma é necessário abrir os olhos a essas pessoas e faze-las perceber que o roubo de conteúdo é ilegal seja ele escrito ou uma imagem.
É extremamente importante que todas as pessoas que publicam conteúdo online saibam o que fazer nestas situações e torna-se necessário uma aprendizagem em comunidade em que um ensina o outro e fazer toda a gente perceber que roubo de conteúdo é tão ilegal como roubar uma carteira ou um automóvel.
Se não te preocupas com a protecção dos teus conteúdos sejam eles imagens, músicas, textos, então mais vale colocares um botão no teu site a dizer “serve-te á vontade, mi casa es tu casa”.
Mas se pelo contrario te preocupas com a protecção do que é legitimamente teu, podes sempre colocar uma licença que todos os leitores possam ler e saberem que o conteúdo é teu e que necessitam da tua autorização para o usar. Para estes casos recomendo que visites o site da Creative Commons e cries uma licença. Podes ver a minha no topo do menu lateral.
Estes casos normalmente resolvem-se bastante depressa e basta um simples e-mail ao ladrão de conteúdo para resolver todos os problemas. Infelizmente algumas pessoas têm a ideia errada de que a protecção de direitos digitais ocupa demasiado tempo, é dispendiosa ou que não é importante. Espero que algumas pessoas fiquem esclarecidas depois de ler este artigo.
Roubo de Conteúdo
- Roubo de conteúdo: Introdução
- Roubo de conteúdo: Mais vale prevenir que remediar
- Roubo de conteúdo: Encontrar conteúdo roubado
- Roubo de conteúdo: Contactar o plagiador
- Roubo de conteúdo: Reunir provas
- Roubo de conteúdo: Confrontar o ladrão
- Roubo de conteúdo: Definir limites
- O que fazer de acordo com o Google

































Realmente sobre este assunto está a Internet cheia, mas não acredito que as CC (Creative Commons) resolvam o problema, mesmo metendo o caso a tribunal.
Foi um caso diferente, mas recentemente vimos o caso Cicarelli “desabar”, ou seja, ela foi pra tribunal, processou o YouTube, e o que é que deu??? A juntar aos post feitos quando ela processou o YouTube, não sei quantos mais a dizer que ela tinha perdido a causa.
O caso dela é diferente pois ela processava o Youtube por permitir vídeos dela em sítios públicos.
Não foi ela que o filmou, ela estava numa praia publica e sabia que era
publica. E foi isso que a fez perder o processo.
Mas a Cicarelli até ganhou com isso, esteve nas manchetes dos jornais e pela internet fora…
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